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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Resenha de Laços de Sangue, por Richelle Mead

Laços de Sangue, publicado pela Editora Seguinte e escrito por Richelle Mead, é o primeiro livro da série Bloodlines, que é um spin-off de Academia de Vampiros.
Para os que não sabem, spin-off é como se fosse um "puxadinho" da série original.
Para quem leu toda a série Academia de Vampiros sabe que o final de O Último Sacrifício, o último livro da série, deixou certas pontas soltas, como: o que aconteceu com o Adrian? Para onde foi a Sydney? O que vai acontecer agora que a Lissa virou rainha?
Essas perguntas são respondidas em Bloodlines.
A historia é contada em primeira pessoa pela visão de Sydney, a alquimista que conhecemos no quarto livro de Academia de Vampiros, e acompanhamos o dia a dia de sua missão, que é manter a nova irmã de Lissa, Jill Dragomir, escondida e a salvo. Para isso ela tem que ir morar em um colégio interno com Jill e seu guardião, Eddie Castille, manter as aparências que são apenas uma grande familia feliz. 
Quem também temos envolvido na historia é nosso querido Moroi, Adrian Ivashokov, que agora tem uma ligação com a Jill, e com ligação eu digo ligação estilo Rose e Lissa.
Quando eu terminei de ler O Último Sacrifício eu fiquei com muita raiva da Richelle Mead porque eu não conseguia acreditar que ela tinha deixado tantas pontas soltas na historia e quando eu entrei na livraria, uma semana depois, e bati o olho no livro eu tive um pequeno ataque.
O bom da historia é que o novo ponto de vista nos dá uma nova impressão da historia. Conhecíamos o mundo dos vampiros pela visão de Rose, ela é uma Dhampir, logo ela está acostumada com todos os vampiros e sua "alimentação". Sydney é uma alquimista, um grupo dedicado a separar o mundo dos vampiros do mundo dos humanos, e por isso ela não tem tanta confiança em vampiros como a Rose tinha. Ela é constantemente colocada em situações que conflitam com suas crenças e eu achei que isso foi muito bem colocado pela Richelle.
O jeito como a autora conseguiu misturar as duas historias foi muito bem feito, ela não deixou nada tão dependente do outro. Obvio, existem certas referências sobre Academia de Vampiros que para entender é preciso ter lido, mas, no toda a historia de Bloodlines é bem independente.
Como a primeira série, Bloodlines é igualmente viciante, cheio de partes engraçadas e, como é a Richelle Mead, temos um romance proibido.
Já em Laços de Sangue vemos um romance se formar entre Sidney e Adrian, que apesar de passar a fachada de alguém que não se importa, acaba assumindo uma posição defensora tanto para a Sidney quanto para a Jill.
Cheio de humor, romance, ação e muito mais Laços de Sangue é uma ótima recuperação para ressaca literária pós Academia de Vampiros. Mas lembre, se ainda não terminou todos os livros de Academia de Vampiros não leia a série Bloodlines, muitos spoilers te aguardam.
Os dois livros seguintes de Laços de Sangue, O Lírio Dourado e O Feitiço Azul, já se encontram nas livrarias e os próximos livros, Fiery Heart e Silver Shadows, tem previsão para lançamento no Brasil só em 2015.

Para quem se interessou, aqui vão os links com os melhores preços:
Submarino - R$26,90
Saraiva - R$27,90
Cultura - R$34,90





quinta-feira, 20 de março de 2014

Resenha do livro: O Circo da Noite, por Erin Morgenstern

O Circo da Noite, escrito por Erin Morgenstern e publicado no Brasil pela Editora Intrínseca, conta a história de um duelo mágico entre Marco e Celia (personagens principais) e o que acontece com o ambiente (no caso o circo) e com as pessoas envolvidas.
A historia toda não possui um núcleo certo/concreto. Apesar de que tudo seja dependente do "duelo" e que os personagens ajam de acordo com o que acontece com Marco e Celia, Erin tentou várias historias e caminhos diferentes para cada personagem do livro, mas ela não soube desenvolve-las e tudo ficou muito corrido e pouco aproveitado.
Quanto ao duelo...que coisa ridícula!
Quando se pensa sobre um duelo mágico você pensa sobre luzes, feitiços e, pelo menos, um pouco de ação, mas o duelo acaba sendo algo ridiculamente mórbido que consiste em: um dos dois vai morrer de cansaço.
Todo o livro (ou pelo menos 3/4 dele acontece no Le Cirque des Revês (Circo dos Sonhos) e até que o circo seja criado Marco e Celia não se conhecem, e quando o fazem eles não se gostam. Passam boa parte do livro sem se gostar e do nada, de uma hora para a outra, eles se apaixonam e começam a trocar juras de amor.
Celia trabalha no circo como ilusionista e Marco trabalha como assistente de um dos donos do circo, logo, eles não passam muito tempo juntos. Para se comunicarem, em vez de trocar cartas como pessoas normais, eles criam novas tendas no circo, com atrações mágicas (afinal eles são mágicos), e essas tendas dependem da energia de cada um para funcionar.
No fim das contas eles descobrem que seu duelo só irá acabar quando um deles morrer de cansaço de ter que sustentar suas tendas.
Bem chato né?
Erin Morgenstern 
Outro pecado que a autora comete, além da falta de ritmo, história e consistência, é que ela esquece de personagens. Erin começa a desenvolver alguma coisa e, em vez de continuar, ela para e foca em outra coisa. Chega a ser irritante.
Confesso que meu primeiro julgamento do livro foi feito a partir da capa, que me chamou muita atenção, e depois fui ler a sinopse e realmente me interessei. Acreditem, a sinopse faz a história parecer algo fantástico.
Não é.
Eu não fui a única a ter essa opinião do livro. Vários críticos acabaram não gostando, apesar de que a expectativa sobre esse livro era muito grande antes de seu lançamento. Uma prova disso é que o estúdio Summit Entertainment chegou a comprar os direitos para transformar O Circo da Noite em filme, mas as criticas só foram positivas em alguns jornais dos EUA e o livro não fez muito sucesso nos outros países (como no caso do Brasil, caso queira uma prova é só acessar esse link), fazendo o estúdio deixar em suspenso as previsões de gravações.
Bom, esse foi o meu ponto de vista sobre o livro. Espero que tenha ajudado a clarear a mente quanto ao livro.
Para os que quiserem ler o livro e avaliar por si mesmos abaixo vão os links com os melhores preços:
Submarino - R$9,90
Saraiva - R$29,70

~M.C.


domingo, 16 de março de 2014

Resenha do livro: A Lista Negra, por Jennifer Brown

“É bom que temos um ao outro – disse ele. – É tipo, sabe, mesmo que o mundo inteiro odeie você, ainda tem alguém com quem contar. Só nós dois contra o mundo todo. Só nós.”
– Nick Levil.
“A lista negra”, escrito por Jennifer Brown e publicado no Brasil pela editora Gutemberg, traz como tema um assunto atual, polêmico e sério, entretanto, ainda um pouco ignorado ou evitado por muitos: o bullyng.
Jennifer Brown
É muito comum lermos livros com os finais felizes, onde tudo termina bem. Mas o que pensar quando o final feliz não acontece? O que pensar quando “inofensivas brincadeiras” escolares acabam se transformando em algo muito mais serio e inesperado?
“E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama?” (sinopse do livro).

Valerie Leftman e seu namorado, Nick Levil, são vítimas do bullyng na escola onde estudam, o Colégio Garvin. Entretanto, assim como a maioria das vítimas desse problema, não contam a ninguém tudo o que sofrem e mantém a angústia da exclusão dentro de si. Os dois, todavia, compartilham um caderno denominado por eles de “lista negra”, onde escrevem o nome de todos os seus agressores.
Para Valerie, a Lista Negra é apenas uma forma de extravasar sua raiva. Para Nick, é algo muito mais sério.
Um dia, Nick entra na escola armado, sem que Valerie saiba. Possesso e dominado pelo ódio, Nick atira em algumas das pessoas das quais os nomes se encontravam na lista. Valerie, sem entender nada, tenta impedir o namorado e, depois de salvar uma das meninas a quem mais odeia, acaba levando um tiro na perna e Nick termina por atirar em si mesmo.
Valerie sobreviveu ao atentado, mas agora precisa aprender a lidar com a desconfiança, pois muitos, inclusive seu pai, acreditam que ela é também culpada, por ter sido a idealizadora da lista.
Depois de passar o verão reclusa, se recuperando, Valerie é obrigada a enfrentar a dura realidade ao voltar para a escola para terminar o ensino médio. De todo, a garota conta apenas com a ajuda da mãe, do irmão, da garota que salvou, de um psiquiatra gentil e de uma pintora doce, que possui o dom de nos fazer ficar bem.
Mas sabe qual é o melhor do livro? Ele não é tendencioso de modo que nos dá uma lição de moral sobre o bullyng, mas sim, nos faz construir e amadurecer nossas próprias opiniões sobre o assunto. A cada virada de página ele nos faz refletir e nos instiga a pensar se Valerie é ou não culpada.
“Um é o meu número favorito – sorriu Bea. – Em inglês, a palvra “um” tem o mesmo som do passado de “vencer” e podemos todos dizer no final do dia que vencemos de novo, não podemos? Em alguns dias, chegar ao fim do dia é uma grande vitória.”.
– Bea.
Com uma prosa maravilhosa e uma escrita bem construída, o livro nos faz entrar no universo de Valerie, por sua própria perspectiva, e viver um pouco de sua angústia.
A historia, apesar de triste (preciso ser sincero!), é encantadora e linda de uma forma avassaladora! Sou apaixonado por “A lista negra”.
“O tempo nunca acaba – sussurrou, sem olhar pra mim, mas sem tirar os olhos da minha tela. – Como sempre a tempo para a dor, também há sempre tempo para a cura. É claro que há.”

– Bea.

Para os que se interessaram pelo livro, aqui vão os links com os melhores preços:


Essa resenha foi escrita por um grande amigo nosso, escritor dos livros infantis: A Coroa do Pequeno Imperador e Voe com Responsabilidade, João Victor Leite Azevedo Regis.

~M.C.










terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Resenha do Livro: Perdão, Leonard Peacock, por Matthew Quick

<SPOILER FREE>
Minha primeira resenha será de um livro que eu li ano passado e que se mostrou tão bom quanto eu esperava: Perdão, Leonard Peacock, por Matthew Quick.
Para os que não sabem, Matthew Quick também é autor do livro que inspirou o filme que rendeu um Oscar para Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida. 
Perdão, Leonard Peacock retrata a historia do dia em que Leonard decide se matar. Eu sei, você lê isso e pensa: "Nossa, que coisa mais mórbida" mas não, não é nada morbido por que não é apenas isso. Antes de se matar, Leonard tem como missão entregar quatro embrulhos para as quatro pessoas que ele considera mais importante e matar seu ex melhor amigo.
O primeiro presente é para seu vizinho, Walt, a quem ele divide um amor por Bogart. O segundo presente é para seu "amigo" Baback, quem ele adora ouvir tocar violino, o terceiro presente é para seu professor de historia, Herr Silverman, e o último presente é para seu grande amor, uma menina chamada Lauren.
De acordo com que o livro anda você começa a entender os principais motivo que estão levando Leonard ao pensamento suicida.
Assim como em seu primeiro livro, Matthew Quick nos envolve em sua historia e nos faz amar o personagem. Como eu gosto de dizer, os livros dele nos faz gostar da historia e amar os personagens. 
Duas "curiosidades" do livro:
1 - entre certos capitulos a autor coloca as "Cartas do Futuro", textos que aparentemente são como se o Leonard do futuro estivesse escrevendo para o Leonard do presente
2 - as curiosidades apresentadas no fim da página ("no fim da página" é só algumas vezes, por que em outras as curiosidades ocupam quase toda a página) certas vezes são mais interessantes do que a própria página
Essa foi a primeira resenha que eu fiz oficialmente, então se ficou faltando alguma coisa e querem acrescentar alguma coisa falem nos comentários.
Também aceitamos dicas de livros para pudermos ler ou idéias para próximas resenhas.

~M.C.